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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Frígida

Vejo a neve cair, quando abres a boca,
Tuas poucas palavras duras
São tua própria ditadura, te censuras.


E o chão fica branco da nevada de ti
E eu me jogo em tua avalanche,
Me congelo no teu frio alpino.


Eu que não acho ruim,
Eu que sempre quis ver a neve,
Eu sempre nordestino.


(Lalo Oliveira)


22 comentários:

Nina Ferreira disse...

Também não acharia ruim.
Também sempre quis ver a neve.
Também sempre fui nordestina.

E seus versos estão lindos hoje.

Um grande beijo,

Nina.

Feänor disse...

Vejo que não perdeu o tato, mestre poeta.

Mas sempre saio imaginando quando passo pelo seu blog: será que o que vi foi a pintura inteira, ou apenas enxerguei um pequeno pedaço como se todo fosse...?

Aline Christall disse...

Esta frigidez nordestina, fria como um sol de 40° está muito boa.

Adoro seus escritos, menino poeta.

Everaldo Ygor disse...

Olá...
Aportar e sentir a intensidade de suas linhas...
Eu sempre quis ver a neve e a nave...
Ótimo!
Abraços Saudosos
Everaldo Ygor
http://outrasandancas.blogspot.com/

Only feelings... disse...

:*

Nao tem Sentido disse...

Belos versos, meu caro.

"Se a poesia tivesse explicação, perderia a graça", diz um grande amigo e poeta Canabarro Tróis Filho.

Abraço

rosangela disse...

Também não acharia ruim.
Também sempre quis ver a neve.
Também sempre fui nordestina. [2]

Parabéns .. adoravel o seu poema ..


Abç.

Augusto disse...

Muito bom hein... Parabéns. Gostei do estilo das poesias...


www.infoxcomp.com

Penélope disse...

Com certeza *-*
Volte sempre *-*
vou te linkar ok?

beijooes!

Liège disse...

Belos versos...
Frios e quentes, ao mesmo tempo.
Beijos.

Besteira a 4 disse...

ha ha legal

fala sobre a vontade do nosdestino em querer ver a neve? gostei.

jUKA

Lalo Oliveira disse...

Não, Juka, não fala disso. Nem de perto.

MqV disse...

Bela imagem poética! Realmente a frigidez de sentimentos é bem mais difícil de suportar que a do corpo. Nos soterra em avalanches onde frialdade e crueldade aparecem numa rima infame! Abração!

All3X disse...

Mas você possui um jeito inovador de escrever...
Altera postagens com poemas dos mais diversificados.
Muito bom, só acho difícil mensurar algo por aqui, até porque poesia é algo de tato, para ser sentida. Difícil ser comentada.
Valeu

Emilie Dwytan disse...

bonito poema.
não há muito o que falar, ele é bem direto e simples. no entanto, há mais nele sobre a realidade do que simples palavras.. Por exemplo, o homem que não liga se a mulher é frigida, fria. que gosta de neve [ele que é nordestino].

Gabriela. disse...

Esse final foi ótimo, Lalo!
Gosto quando vc escreve ligado a nossa realidade, quando o contexto é nosso espaço, nosso imaginário!
Beijão.

Cáh Morandi disse...

a minha preferida!

Tatiani disse...

Me falta ler os primeiros posts, que vão de contos a poesias, mas achei todos louvaveis...
Algumas poesias me lembraram Carlos Drummond...

Esther disse...

Encontrei por acaso seu blog e que feliz acaso!

Encontro esse belo poema e fico pensando que há um espanto e uma beleza incomum nas coisas simples..
vc disse tudo em tão poucas palavras sobre as incongruências dos seres amantes,


bjs

Ariane Rodrigues disse...

Maravilhosa essa poesia. Amo versos de contrastes! E que lindo versaste!

Juana disse...

\õ/

Anônimo disse...

tudo posso, tudo deve, ser ver ter sentir, hoje, amanha tauves, mas hoje.