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Uma mulher chora na recepção
de um consultório odontológico,
recepciona a todos com seu rosto inchado,
seus olhos vermelhos e os lábios trêmulos.
E a mulher, em pleno pranto, trabalha,
atende telefone, fala com clientes...
É somente uma recepcionista.
Quem dera a mulher estar nos olhos dos outros
que veem e ignoram sua dor
e a têm como sorridente...
Basta a cada um a dor própria!
Mas não tanto à mulher,
que comigo compartilha um choro,
que com sua dor consola a minha dor...
A minha dor que não é de dente.
(Lalo Oliveira)
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