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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ecos

Em mim, os ecos dos pensamentos
do que não tenho e anseio
eclodem nas duras paredes do que perdi;
insônia.

Na inquietude do repousar do mundo,
de uma lado a outro, individualmente,
a pressa do amanhã cotidiano;
tédio.

Um caminhão do lixo passa,
no silêncio mórbido da solidão.

09/08/2012.

Um comentário:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Lalo,

O caminhão de lixo passando no final, indo embora, e deixando a solidão é significativo poeticamente. Construiu bem o poema.